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A viagem

Ao longo da vida fazemos Viagens, no entanto só contabilizamos as viagens que fazemos fisicamente. A verdadeira viagem, por tudo o que tenho lido, é ao nosso "interior" mas, para isso por vezes teremos de percorrer muitos kms.

A viagem

Ao longo da vida fazemos Viagens, no entanto só contabilizamos as viagens que fazemos fisicamente. A verdadeira viagem, por tudo o que tenho lido, é ao nosso "interior" mas, para isso por vezes teremos de percorrer muitos kms.

Beja - Santiago Compostela

cibera, 27.06.23

Depois da pequena viagem pelas paisagens alentejanas, está na hora da verdadeira viagem:

Porto - Santiago Compostela.

Para isso, uma viagem de autocarro entre Beja e Porto, noite no Albergue dos Peregrinos e no dia seguinte, com a mochila às costas, será a hora de iniciar a verdadeira viagem.

Para muitos, existe um verdadeiro sentido de Fé, para outros o prazer da caminhada num percurso preparado mas, será que é possível fazer esta caminhada sem ter alguma Fé?

Todos os testemunhos que li sobre os diversos caminhos de Santiago, sente-se que os peregrinos levam consigo uma "busca pelo seu interior", mesmo que tenham partido sem esse sentimento. Será o caminho uma "fonte" da qual precisamos de "beber" para nos encontrarmos?

Vou partir para essa descoberta, crente mas não ao ponto dessa Fé, mas em busca do meu "EU".

Domingo dia 2, ao Porto chegaremos para segunda-feira iniciar a nossa etapa!

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Regresso (3- dia)

cibera, 22.06.23

Cedo levantar e um bom pequeno almoço tomar, para a estrada caminhar e a meta encontrar.

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Cuba, poderá enganar por pensar América do sul ficar, mas no Alentejo estar e os touros vem a acompanhar.

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Se na rotunda os podemos ver no campo é melhor correr.

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Herdades vamos encontrar, como paraísos imaginários, alguns são Oásis outros de assombrar.

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Pequenas são as herdades que horas levam a passar, banhadas com a cor de ouro que tende a acabar.

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Pontos verdes mancham o dourado, são azinheiras e sobreiros para a sombra dar e o bom alentejano descansar.

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Mas o verde intenso veio para ficar, são oliveiras, amendoeiras e outras eiras, para a carteira rechear.

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Perde-se de vista o que podemos alcançar e o caminhar, horas de palmilhar que a chuva veio amançar.

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Mais um cruzamento que veio dificultar, em frente é uma possibilidade mas, á esquerda vamos virar.

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E para o verde vigorar, Alqueva tem de dar, água para a rega em canais de transportar e para finalizar em albufeiras vão dar.

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Com essa água o milho vai vigorar, são hectares de rega que o fazem brotar e nas pipocas acabar.

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Mas o Alentejo também é outra arte, exploração de pedra para as casas realizar, agora ao abandono vamos encontrar e a natureza o fará acabar.

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Pequenas pedras de toneladas, que ninguém quer agarrar, mas ficam de pé para não tombarem.

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São Brissos alcançamos, 11 KMS depois de caminhar, aqui podemos sacear a sede e na sombra descansar.

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As ruas típicas com as casas caiadas, uma barra para as distinguir e poucas janelas para o calor não entrar.

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Poucas casas e menos gente mas, uma Taberna para abençoar a sede, um café para matar o desejo e um restaurante para a fome não passarmos.

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Da janela de São Brissos podemos ver, a BA11 para animar, quando andam no ar é só barulho que nos faz tombar.

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E ao lado para não ser diferente, as oficinas que tanto se fala, manutenção dos aviões e outros segredos muito bem guardados.

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É o aeroporto que tanto se fala, a maior pista do país para os aviões aterrarem, mas no Alentejo fica e ninguém quer pensar.

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Melhor é caminhar e mais á frente parar, nesta herdade podemos beber o melhor que o Alentejo tem para dar, bom vinho e azeite para sonhar.

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Na cruz elevada aos céus vamos ter de virar, percorrer mais uns palmos de terra para o pó saborear mas, que as gotas da chuva vão refrescar.

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Dourado pernanece teimoso, lutando contra a invasão do verde Regadio, uma batalha á partida perdida porque as forças estão a terminar.

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Mas enquanto isso, e depois de uma viagem fresquinha, as nuvens começam a afastar e os raios de sol a brilhar.

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Para chegarmos á praia dos 5 Reis, um seria pouco, e podermos descansar.

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No areal a toalha estendemos, enquanto fomos banhar, deixamos depois o ossos repousarem.IMG_20230621_132349.jpg

 

Mas o tempo não é para descansar, e logo nos pusemos a andar, olhando para trás ficamos a querer voltar.

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Vira os olhos e a pensar, se não podemos deitar, aproveitar o sol para embalar.

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Mas o caminho nos faz despertar e querer andar, vamos continuar para logo terminar.

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Coisas da evolução, casas ficam abandonadas, servem para tudo o que podemos imaginar.

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O tempo muda, o fresco regressa e o contraste aparece, cheiro da terra lavrada que logo será transformada.

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Mais uns passos e a ciclovia tão afamada, agora estamos seguros e podemos caminhar.

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E se a vontade tivermos, no parque podemos descansar, sombras para um dia de calor mas hoje não será de convidar.

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E a placa tanto esperada chega para nos alegrar, terminamos a caminhada sempre a cantar.

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Foram 32 kms de palmilhar estradas sem parar, agora sim estou preparado para os próximos kms avançar.

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Regresso (2 dia)

cibera, 20.06.23

Depois de uma noite mal dormida, que esperavam?

Acordei decidido a continuar a tarefa proposta, regressar a casa. Preparei tudo e saí, procurei um café para o pequeno almoço e depois uma loja para comprar água, essencial para o sucesso. Ainda deu tempo para registar á saída está fonte.

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Afinal estamos no Alentejo, nada melhor que outra recta infinita.

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Depois de alguns kms muda a vegetação, pensei que estava nos pinhais da minha terra.

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Não disse, mas estes kms voltam a ser uma bela subida, Alentejo que não é plano! Ao chegar quase ao cimo mais uma herdade da Mansão de S. José.

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E mais, mais uma bela recta a perder de vista.

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No topo, tal como a cereja no bolo, está parece ser o reservatório de água e mais em cima a antena de retransmissão.

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Mais uma entrada, atrás deste portão existe um mundo diferente, alguns trabalham duro e outros vêm passar uns dias no paraíso.

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A chegar a Alvito, um Lar de idosos e na frente a Nossa Senhora, até pensei que estava a chegar a Fátima.

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Afinal havia outra e em terras distantes, só podia ser a bela Itália.

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A igreja, sem dúvida magnífica e pensar como ela tem resistido aos tempos.

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Fachada principal, muito simples mas majestosa. Infelizmente hoje em dia é raro poder entrar, apesar de já ter tido essa oportunidade.

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Mas, Alvito é uma terra rica em património, as próprias casas muitas delas com traços de várias épocas.

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Para aqueles que normalmente "prendem o burro", fica aqui a solução na entrada da porta.

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Alvito não esquece as pessoas e existem vários bebedouros pela vila.

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Quando não se esquece a natureza.

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Ainda deu tempo para passar no mercado e comprar fruta e algo para o almoço, depois de sair mais nada até Cuba.

Mas, claro que não podia faltar, uma bela recta, perto dos 3 kms.

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No final, e ao lado da estação dos comboios, uma fábrica ligada á azeitona, que libertam bastante fumo/vapor. Necessária para o escoamento do produto mas bastante prejudicial para a saúde. Sorte, não existem casas nas redondezas.

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Impressão minha ou choveu por estes lados? A chuva que apanhei a chegar a Viana do Alentejo não dava para isto.

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E a cultura intenciva continua, neste caso oliveiras.

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Voltou a mudar a paisagem, mais arvoredo e até um ribeiro, só que com águas paradas.

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Para não falhar, depois desta imagem de uma natureza diferente veio de novo o Alentejo, recta e o amarelo e sobreiros/azinheiras.

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E claro, a população residente numa bela cavaqueira.

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Até Cuba apenas rectas e um carro a cada 15 minutos. É verdade, quando saí de Alvito não fui pelo caminho mais curto que também é mais movimentado, queria fazer pelo menos 25 kms.

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Ao entrar em Cuba inicialmente pensei que era vinha, já que no Alentejo existem grandes extensões de vinha protegida com rede, mas neste caso é outra cultura, penso ser abacate.

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Chegado a Cuba um canto procurei para o esqueleto repousar. Encontrei o Carmo, pensei no convento, era isso mesmo que precisava, quando disseram o valor ainda mais fortaleci essa ideia, uma cela de 3 m x 2 e a casa de banho na rua. Imagem do interior.

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Por este valor e está qualidade, sim vale a pena.

Comer em Cuba, tem sido um problema, pagar muito e comer pouco. Decidi então ir comer a uma tasca.

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Quando entrei fiquei surpreendido.

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Nada que o exterior permitisse adivinhar, ok afinal é aqui que fico pobre!

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Pedi um dos pratos do dia, na esperança de ser razoavelmente servido. Enganei-me, bastante bem servido e estava bom.

No final pedi a conta e nem a 10 chegou, será que se enganou?

Depois de sair verifiquei o talão, é mesmo isso, tenho vindo a Cuba comer e sempre foi péssimo, afinal existe onde se come bem e quase ao lado da CP.

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Estação dos comboios, no centro da vila, excelente assim dá para visitar sem ter de apanhar algum transporte.

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O típico relógio da estação.

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Pode-se ver ao fundo os Solos dos cereais, típico no Alentejo.

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Não querem deixar morrer as tradições.

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Rua tipica do Alentejo.

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Infelizmente e como acontece em qualquer lugar, existe sempre alguém á janela a "cuscar" quem passa.

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Hoje, foram apenas 26 kms, nada de especial.

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Regresso (1- dia)

cibera, 20.06.23

Depois de dar corda aos sapatos foi apenas necessário dar ritmo á passada e fazer-me á

estrada.

Como é bem típico do Alentejo, após ter passado a ponte sobre a linha férrea, apareceu uma recta sem fim á vista, está só tinha 4 kms.

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Também típico do Alentejo, os sobreiros e o amarelo dos campos de ppasto.

No trajecto, passei por alguns residentes em boa cavaqueira.

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No final da recta uma curva e a panorâmica muda, passamos para zona de serra e curioso, descemos.

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Passamos por uma ponte e aquilo que devia ser um ribeiro mas não passava de um charco de águas paradas.

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A paisagem é verde, a temperatura agradável, uns raios de sol com uma brisa fresca.

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Logo a seguir a cor natural do Alentejo, sobreiros e o amarelo, mesmo em serra.

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Para não ser estranho, mais uma típica recta. Saudades das curvas, é que as curvas dão uma dimensão diferente da distância.

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Quase a chegar a Alcáçovas um negócio que já teve melhores dias, reflexo da evolução dos tempos.

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A placa esperada, mais uns minutos para saborear um bom almoço.

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Do lado contrário outro negócio e, não é dos que esperamos encontrar no meio do ambiente da agricultura, fábrica de azulejos.

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Alcáçovas terra dos chocalhos, a feira é muito interessante e vale a pena ver o museu. A Igreja Matriz, bem no alto, é imponente.

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As ruas típicas alentejanas.

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E alguns edifícios espalhados com história.

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O tempo começou a escurecer, excelente porque assim é melhor para caminhar.

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Á saída de Alcáçovas o Google Maps dá indicação de um caminho alternativo, não é mais perto, mas é terra batida, mais natureza e menos carros. Após uma hesitação, porque não!

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No caminho passo pela Herdade da Mata, imponência na entrada.

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Contínuo o caminho a pensar, seria bom existir estas alternativas por todo o Alentejo, estradas más para os carros mas excelentes para a caminhada. Mais alguns sobreiros.

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E uma paz tão maravilhosa, a nossa mente vagueia pelo tempo e espaço e muitas recordações.

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E foi no meio destes pensamentos que esbarrou contra um portão a bloquear o acesso, ainda pensei abrir e continuar mas, propriedade privada e depois cães de guarda, já chega a surpresa, é melhor voltar para trás e manter um sorriso, só foram 4,5 kms, ou seja 9 no total o que é isso?

De novo na estrada em direção á estação de Alcáçovas, nem merece foto, janelas tapadas com tijolo, parecia um lugar de terror.

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Cortei em direção a Viana do Alentejo e começo a encontrar o "Novo Alentejo", culturas de Regadio. Quem conhecia o típico Alentejo sobreiros e o amarelo das culturas hoje, encontra um Alentejo verde, o mais importante é a economia, nada a fazer só que, neste caso estás culturas só duram 7 anos e depois cortam tudo e voltam a plantar novas até saturarem a terra, mais ou menos 30 anos e voltamos a ter um Alentejo completamente abandonado.

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São hectares a perder de vista, olival, amendoeiras, vinha entre outros.

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Nos kms que fazemos o que se encontra são entradas de quintas, casas muito raramente e uma fonte? Nem sonhar.

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A 7 kms de Viana do Alentejo, anteriormente já tinha ameaçado chover, começou a cair aquela chuva conhecida como "molha tolos", foram 25 minutos para refrescar, assim que entrei em Viana parou.

Porque a viagem é bem longa não parei em Viana do Alentejo, mas merece tempo para visitar. Eu conheço bem todas as vilas/aldeias e estradas por onde passei, são 10 anos no Alentejo e algum do meu trabalho tem sido visitar todos estes locais e o gosto pelo conhecimento levar-me continuadamente a todas as festas que existam.

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Pelas ruas que passei, aqui ficam algidetalhes.

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E para quem diz que o Alentejo é plano, aquyfica uma amostra, uma subida que muitas cidades a norte não têm, é preciso comer um bom almoço.

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Depois da subida, claro só resta descer e para isso "todos os santos ajudam". Saindo em direção a Vila nova da Baronia, vejo uma imagem que podia ser na zona de Porto de Mós, muros em pedra. 

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A imagem é excelente, já se vê o destino, é já ali!

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Para ajudar na confusão da localização, exploração de mármore.

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Com a imagem do final á vista, as pernas mais que esgotadas receberam do cérebro uma nova mensagem, "em frente a todo o vapor" e o impensável aconteceu, as pernas voltaram ao máximo.

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Outra imagem natural do Alentejo, uma árvore rodeada de pedra. Será que assim dá mais fruto?

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E porque esta frase simboliza bem os 45 kms, sim eram só 36 mas graças aos ditos 9 kms que fiz questão de acreditar ser mais perto, foram 45 longos e maravilhosos kms pelo Alentejo.

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Como disse, manter sempre um sorriso, é que ele ajuda na confiança e acrescenta uma dose extra de energia.

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Agora, mais uns passos! É preciso encontrar um canto para estender os ossos, nada melhor que encontrar um páteo de uma casa, será que existe?

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É preciso ter sorte! Com um tanque para lavar os pés e tudo.

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Poderia dormir debaixo desta árvore, um limoeiro dá um belo aroma.

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Mas, não aceitaram a ideia e tive de dormir numa cama. Quarto pequeno mas agradável, só tive de dormir com a janela aberta, teria sido muito melhor debaixo do limoeiro. Não imagino nos dias de muito calor.

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Agora para fechar o dia só falta encontrar um "rancho" para fortalecer o corpo e para isso nada melhor que o Casão, que fica a 20 m do Páteo.

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Típico, já estou a prever, comeu-se pouco e paga-se muito, o que é normal no Alentejo. Não posso dar-me ao luxo de escolher!

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Afinal, quando chega a travessa era comida para dois e quando chega a conta, estava encolhida! Nem sempre o que é parece!

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Agora, está na hora de contar "carneiros" e sonhar com o encanto e magia da vida, afinal o dia não foi nada de especial!

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A Viagem

cibera, 18.06.23

A Viagem 

São 6h30 da manhã, os raios de sol entram pela janela despertando-me do sono. Levantei -me de imediato, com muita energia e uma vontade de partir!
Se assim pensei assim o fiz, umas roupas na mochila, um bom pequeno almoço e, fiquei para a aventura.
Saí em direção á estação 🚉 dos comboios.

Dirigi-me ao quiosque e questionei qual era o primeiro comboio a partir, fosse para onde fosse.
Responderam-me que era dentro de minutos, 8h22 com destino à Casa branca, comprei um bilhete e como existia uma promoção aproveitei o de 1 classe, 3€ o bilhete.

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Fiquei confuso, Casa Branca (Casa Blanca) do filme? Ou Casa Branca do presidente dos USA?
Não importava, o que interessava é que iria partir.
Entrei para a carruagem indicada, senti-me e relaxei esperando a hora.

Na hora certa o comboio partiu.

O comboio conhecido como locomotiva, já que funciona a diesel.

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A população pede em nome do progresso a troca por comboios eléctricos este, segundo dizem por vezes pára a meio do caminho, um comboio que não é fiável e sem conforto.

Talvez aconteça como o comboio da linha Tua, um dia ainda vão ter saudades da locomotiva 🚂 que tantas alegrias deu ao longo dos anos ao baixo Alentejo, unindo populações.

A primeira paragem é Cuba, foi rápida a viagem até a América do Sul.

Após uns breves minutos, voltamos a arrancar e passamos por mais algumas paragens, Vidigueira, Vila Nova da Baronia, Alcáçovas e por fim chegámos á Casa Branca!
Afinal, não era nem uma nem outra, apenas uma terra no meio das planícies alentejanas, onde existe a troca para os ditos comboios eléctricos (modernices).

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Estava todo entusiasmado porque com 3€ ia dar a volta ao mundo e afinal o mundo terminava ali.
Revoltado decidi desistir e voltar para trás, já não queria mais fazer a viagem.

Quando perguntei qual o horário de regresso, informaram que seria às 10h27, faltava mais de uma hora.

Pensei, o que fico aqui a fazer num pequeno aglomerado de casas, sem nada para fazer este tempo todo?
Decidi então regressar a pé, quem sabe se não chegaria primeiro que o comboio.

Assim "dei corda aos sapatos" e diz-me ao caminho!

(Continua - O regresso)