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A viagem

Ao longo da vida fazemos Viagens, no entanto só contabilizamos as viagens que fazemos fisicamente. A verdadeira viagem, por tudo o que tenho lido, é ao nosso "interior" mas, para isso por vezes teremos de percorrer muitos kms.

A viagem

Ao longo da vida fazemos Viagens, no entanto só contabilizamos as viagens que fazemos fisicamente. A verdadeira viagem, por tudo o que tenho lido, é ao nosso "interior" mas, para isso por vezes teremos de percorrer muitos kms.

Regresso (1- dia)

cibera, 20.06.23

Depois de dar corda aos sapatos foi apenas necessário dar ritmo á passada e fazer-me á

estrada.

Como é bem típico do Alentejo, após ter passado a ponte sobre a linha férrea, apareceu uma recta sem fim á vista, está só tinha 4 kms.

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Também típico do Alentejo, os sobreiros e o amarelo dos campos de ppasto.

No trajecto, passei por alguns residentes em boa cavaqueira.

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No final da recta uma curva e a panorâmica muda, passamos para zona de serra e curioso, descemos.

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Passamos por uma ponte e aquilo que devia ser um ribeiro mas não passava de um charco de águas paradas.

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A paisagem é verde, a temperatura agradável, uns raios de sol com uma brisa fresca.

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Logo a seguir a cor natural do Alentejo, sobreiros e o amarelo, mesmo em serra.

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Para não ser estranho, mais uma típica recta. Saudades das curvas, é que as curvas dão uma dimensão diferente da distância.

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Quase a chegar a Alcáçovas um negócio que já teve melhores dias, reflexo da evolução dos tempos.

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A placa esperada, mais uns minutos para saborear um bom almoço.

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Do lado contrário outro negócio e, não é dos que esperamos encontrar no meio do ambiente da agricultura, fábrica de azulejos.

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Alcáçovas terra dos chocalhos, a feira é muito interessante e vale a pena ver o museu. A Igreja Matriz, bem no alto, é imponente.

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As ruas típicas alentejanas.

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E alguns edifícios espalhados com história.

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O tempo começou a escurecer, excelente porque assim é melhor para caminhar.

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Á saída de Alcáçovas o Google Maps dá indicação de um caminho alternativo, não é mais perto, mas é terra batida, mais natureza e menos carros. Após uma hesitação, porque não!

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No caminho passo pela Herdade da Mata, imponência na entrada.

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Contínuo o caminho a pensar, seria bom existir estas alternativas por todo o Alentejo, estradas más para os carros mas excelentes para a caminhada. Mais alguns sobreiros.

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E uma paz tão maravilhosa, a nossa mente vagueia pelo tempo e espaço e muitas recordações.

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E foi no meio destes pensamentos que esbarrou contra um portão a bloquear o acesso, ainda pensei abrir e continuar mas, propriedade privada e depois cães de guarda, já chega a surpresa, é melhor voltar para trás e manter um sorriso, só foram 4,5 kms, ou seja 9 no total o que é isso?

De novo na estrada em direção á estação de Alcáçovas, nem merece foto, janelas tapadas com tijolo, parecia um lugar de terror.

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Cortei em direção a Viana do Alentejo e começo a encontrar o "Novo Alentejo", culturas de Regadio. Quem conhecia o típico Alentejo sobreiros e o amarelo das culturas hoje, encontra um Alentejo verde, o mais importante é a economia, nada a fazer só que, neste caso estás culturas só duram 7 anos e depois cortam tudo e voltam a plantar novas até saturarem a terra, mais ou menos 30 anos e voltamos a ter um Alentejo completamente abandonado.

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São hectares a perder de vista, olival, amendoeiras, vinha entre outros.

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Nos kms que fazemos o que se encontra são entradas de quintas, casas muito raramente e uma fonte? Nem sonhar.

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A 7 kms de Viana do Alentejo, anteriormente já tinha ameaçado chover, começou a cair aquela chuva conhecida como "molha tolos", foram 25 minutos para refrescar, assim que entrei em Viana parou.

Porque a viagem é bem longa não parei em Viana do Alentejo, mas merece tempo para visitar. Eu conheço bem todas as vilas/aldeias e estradas por onde passei, são 10 anos no Alentejo e algum do meu trabalho tem sido visitar todos estes locais e o gosto pelo conhecimento levar-me continuadamente a todas as festas que existam.

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Pelas ruas que passei, aqui ficam algidetalhes.

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E para quem diz que o Alentejo é plano, aquyfica uma amostra, uma subida que muitas cidades a norte não têm, é preciso comer um bom almoço.

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Depois da subida, claro só resta descer e para isso "todos os santos ajudam". Saindo em direção a Vila nova da Baronia, vejo uma imagem que podia ser na zona de Porto de Mós, muros em pedra. 

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A imagem é excelente, já se vê o destino, é já ali!

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Para ajudar na confusão da localização, exploração de mármore.

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Com a imagem do final á vista, as pernas mais que esgotadas receberam do cérebro uma nova mensagem, "em frente a todo o vapor" e o impensável aconteceu, as pernas voltaram ao máximo.

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Outra imagem natural do Alentejo, uma árvore rodeada de pedra. Será que assim dá mais fruto?

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E porque esta frase simboliza bem os 45 kms, sim eram só 36 mas graças aos ditos 9 kms que fiz questão de acreditar ser mais perto, foram 45 longos e maravilhosos kms pelo Alentejo.

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Como disse, manter sempre um sorriso, é que ele ajuda na confiança e acrescenta uma dose extra de energia.

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Agora, mais uns passos! É preciso encontrar um canto para estender os ossos, nada melhor que encontrar um páteo de uma casa, será que existe?

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É preciso ter sorte! Com um tanque para lavar os pés e tudo.

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Poderia dormir debaixo desta árvore, um limoeiro dá um belo aroma.

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Mas, não aceitaram a ideia e tive de dormir numa cama. Quarto pequeno mas agradável, só tive de dormir com a janela aberta, teria sido muito melhor debaixo do limoeiro. Não imagino nos dias de muito calor.

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Agora para fechar o dia só falta encontrar um "rancho" para fortalecer o corpo e para isso nada melhor que o Casão, que fica a 20 m do Páteo.

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Típico, já estou a prever, comeu-se pouco e paga-se muito, o que é normal no Alentejo. Não posso dar-me ao luxo de escolher!

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Afinal, quando chega a travessa era comida para dois e quando chega a conta, estava encolhida! Nem sempre o que é parece!

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Agora, está na hora de contar "carneiros" e sonhar com o encanto e magia da vida, afinal o dia não foi nada de especial!

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