Regresso (2 dia)
Depois de uma noite mal dormida, que esperavam?
Acordei decidido a continuar a tarefa proposta, regressar a casa. Preparei tudo e saí, procurei um café para o pequeno almoço e depois uma loja para comprar água, essencial para o sucesso. Ainda deu tempo para registar á saída está fonte.

Afinal estamos no Alentejo, nada melhor que outra recta infinita.


Depois de alguns kms muda a vegetação, pensei que estava nos pinhais da minha terra.

Não disse, mas estes kms voltam a ser uma bela subida, Alentejo que não é plano! Ao chegar quase ao cimo mais uma herdade da Mansão de S. José.

E mais, mais uma bela recta a perder de vista.

No topo, tal como a cereja no bolo, está parece ser o reservatório de água e mais em cima a antena de retransmissão.

Mais uma entrada, atrás deste portão existe um mundo diferente, alguns trabalham duro e outros vêm passar uns dias no paraíso.

A chegar a Alvito, um Lar de idosos e na frente a Nossa Senhora, até pensei que estava a chegar a Fátima.

Afinal havia outra e em terras distantes, só podia ser a bela Itália.

A igreja, sem dúvida magnífica e pensar como ela tem resistido aos tempos.

Fachada principal, muito simples mas majestosa. Infelizmente hoje em dia é raro poder entrar, apesar de já ter tido essa oportunidade.

Mas, Alvito é uma terra rica em património, as próprias casas muitas delas com traços de várias épocas.



Para aqueles que normalmente "prendem o burro", fica aqui a solução na entrada da porta.


Alvito não esquece as pessoas e existem vários bebedouros pela vila.

Quando não se esquece a natureza.

Ainda deu tempo para passar no mercado e comprar fruta e algo para o almoço, depois de sair mais nada até Cuba.
Mas, claro que não podia faltar, uma bela recta, perto dos 3 kms.

No final, e ao lado da estação dos comboios, uma fábrica ligada á azeitona, que libertam bastante fumo/vapor. Necessária para o escoamento do produto mas bastante prejudicial para a saúde. Sorte, não existem casas nas redondezas.

Impressão minha ou choveu por estes lados? A chuva que apanhei a chegar a Viana do Alentejo não dava para isto.

E a cultura intenciva continua, neste caso oliveiras.

Voltou a mudar a paisagem, mais arvoredo e até um ribeiro, só que com águas paradas.


Para não falhar, depois desta imagem de uma natureza diferente veio de novo o Alentejo, recta e o amarelo e sobreiros/azinheiras.

E claro, a população residente numa bela cavaqueira.


Até Cuba apenas rectas e um carro a cada 15 minutos. É verdade, quando saí de Alvito não fui pelo caminho mais curto que também é mais movimentado, queria fazer pelo menos 25 kms.

Ao entrar em Cuba inicialmente pensei que era vinha, já que no Alentejo existem grandes extensões de vinha protegida com rede, mas neste caso é outra cultura, penso ser abacate.


Chegado a Cuba um canto procurei para o esqueleto repousar. Encontrei o Carmo, pensei no convento, era isso mesmo que precisava, quando disseram o valor ainda mais fortaleci essa ideia, uma cela de 3 m x 2 e a casa de banho na rua. Imagem do interior.



Por este valor e está qualidade, sim vale a pena.
Comer em Cuba, tem sido um problema, pagar muito e comer pouco. Decidi então ir comer a uma tasca.

Quando entrei fiquei surpreendido.

Nada que o exterior permitisse adivinhar, ok afinal é aqui que fico pobre!


Pedi um dos pratos do dia, na esperança de ser razoavelmente servido. Enganei-me, bastante bem servido e estava bom.
No final pedi a conta e nem a 10 chegou, será que se enganou?
Depois de sair verifiquei o talão, é mesmo isso, tenho vindo a Cuba comer e sempre foi péssimo, afinal existe onde se come bem e quase ao lado da CP.



Estação dos comboios, no centro da vila, excelente assim dá para visitar sem ter de apanhar algum transporte.

O típico relógio da estação.

Pode-se ver ao fundo os Solos dos cereais, típico no Alentejo.

Não querem deixar morrer as tradições.

Rua tipica do Alentejo.

Infelizmente e como acontece em qualquer lugar, existe sempre alguém á janela a "cuscar" quem passa.

Hoje, foram apenas 26 kms, nada de especial.
